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EXERCÍCIO NA GRAVIDEZ: SIM OU NÃO? - Por Maria João Madeira

  • Foto do escritor: Ginásio Pilates Fitness
    Ginásio Pilates Fitness
  • 20 de set. de 2018
  • 3 min de leitura


A questão pode parecer simples de responder, mas ainda é motivo de dúvidas para muitas pessoas. A prática regular de exercício físico é sempre benéfica para a saúde, mas a falta de informação, medo e falta de apoio, faz com que muitas mulheres ainda se questionem se devem ou não fazer exercício durante a gravidez. Nos últimos anos, as opiniões têm vindo a mudar em relação a este assunto. Enquanto que há uns anos atrás se dizia que as grávidas não podiam fazer exercício físico, nos últimos 15 anos tem sido recomendado fazer exercício durante a gravidez e, até mesmo, de incluir a atividade física como um dos serviços pré-natais habituais, tal como as análises e ecografias. Obviamente, devemos ter sempre em atenção as limitações e a fase em que a gravidez se encontra, respeitando e cumprindo as devidas precauções.


A gravidez não deve ser encarada como uma patologia.


A gravidez é algo maravilhoso, que provoca alterações a todos os níveis no corpo da mulher. O exercício físico vai ajudar o corpo a manter o seu equilíbrio e harmonia, para que não só este período seja vivido da melhor maneira, mas como o próprio parto e período pós-parto.

É importante nunca esquecer que durante a gravidez a morfologia e organismo da mulher vai sofrendo alterações, logo é crucial adaptar o treino a cada fase de gestação que se encontra, solicitando sempre ajuda de um profissional da área da educação física e autorização médica.


Benefícios fisiológicos:

1. Controlo de peso e diabetes gestacional

2. Melhoria cardio respiratória e força

3. Melhorar a recuperação pós parto

4. Diminui obstipação

5. Fortalecimento pavimento pélvico

6. Aumento da consciência postural

7. Diminui edemas nas zonas periféricas e varizes

8. Menos retenção de líquidos

9. Diminui pressão arterial


Benefícios emocionais:

1. Aumento da auto-estima, confiança, equilíbrio emocional, pró-atividade e bem estar

2. Humor mais positivo, maior apoio social, menor isolamento social, menor depressão, menor stress e ansiedade relacionado com a gestação, melhor imagem corporal


Benefícios para o trabalho de parto:

1. Concentração pessoal

2. Controlo respiratório

3. Resistência muscular e aeróbia

4. Mobilidade articular

5. Controlo do stress e ansiedade

6. Diminui sensação de fadiga

7. Melhora recuperação pós parto e facilidade de retorno à condição inicial


CONTRA-INDICAÇÕES PARA A PRÁTICA DE EXERCÍCIO NA GRAVIDEZ:

1. Doença cardíaca;

2. Doença pulmonar;

3. Patologia cervical;

4. Gestação múltipla (após 30 semanas);

5. Sangramento durante a gestação;

6. Placenta prévia;

7. Trabalho de parto prematuro;

8. Rutura prematura da membrana;

9. Pré-eclâmpsia;

10. Hipertensão não controlada;

11. Anemia;

12. Arritmia cardíaca;

13. Bronquite;

14. Diabetes não controlado;

15. Epilépsia;

16. Doença da tiróide;

17. Desnutrição;

8. Restrição de crescimento fetal;

19. Desenvolvimento intra-uterino anormal ;

20. Doença reumática;

21. Tromboflebite (veias inflamadas com coágulos de sangue).


EXERCÍCIO NA GRAVIDEZ: AS RECOMENDAÇÕES

Segundo a American College of Sports Medicine, o exercício físico antes do parto deve ter em conta as seguintes indicações:

1. Indicações para mulheres não activas:

a. Frequência: 3-4x/semana

b. Intensidade (IMC – indíce de massa corporal = peso/altura*altura):

i. Moderada: IMC inferior a 25

ii. Ligeira: IMC superior a 25

iii. Máxima: não recomendada

c. Duração: Iniciar com 15 minutos por dia e aumento gradual até 30 minutos por dia com intensidade moderada

2. Indicações para mulheres activas:

a. Frequência: Diária

b. Intensidade: 12-14 da escala de Borg (esala de 6 a 20) ou “fala mas não canta”

c. Duração: 150 a 300 minutos por semana

d. Para atletas não estão definidas recomendações, o treino deve ser orientado tendo em conta todas as alterações enquanto grávida e os fatores de alerta


DEVE PARAR O EXERCÍCIO FÍSICO EM CASO DE:

1. Sangramento vaginal;

2. Dor abdominal ou dores no peito;

3. Inchaço súbito nas mãos, face ou pés;

4. Perda de líquido vaginal;

5. Tonturas;

6. Dor de cabeça forte e persistente

7. Palpitações;

8. Redução do movimento do feto;

9. Febre;

10. Dores intensas na zona púbica ou na articulação coxa-femural;

11. Dor ou sensação de ardor ao urinar;

12. Irritação vaginal;

13. Sensação de falta de ar;

14. Temperatura corporal superior a 38º;

15. Náuseas persistentes ou vómitos;

16. Contracções uterinas.


A gravidez é um momento muito especial na vida da mulher. O que acontece dentro de nós é um espetáculo de magia! O que não significa que seja tudo maravilhoso, em todos os momentos… O exercício permite que todas as alterações sejam vividas de uma forma mais gradual, pois são antecipadas num treino planeado, e possibilita um retorno à “forma original” muito mais rápido. O exercício no período pós-parto é igualmente importante! Não só em termos físicos, mas também em termos emocionais.

Nunca nos devemos esquecer que antes de sermos mães, somos mulheres!


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